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ESPECIAL DE CARNAVAL

Império dos Sentidos, registro histórico (I)

Folheto de fevereiro de 2001

Folheto de fevereiro de 2001

Neste carnaval vou relembrar, aqui no blog, as memórias imorredouras do grande, enorme, baloiçante e audaz Bloco Carnavalesco Império dos Sentidos. O material que será publicado aqui (discursos do presidente J. Gordinho e letras dos principais sambas, entre outras bobagens), hoje, domingo e segunda, foi retirado do opúsculo, cuja capa reproduzo acima, publicado em 2001, quando o bloco comemorou seu 20º aniversário.

Os textos, naturalmente, foram todos escritos pelo presidente J. Gordinho. Mesmo aqueles que outros escreveram, passam à história com a assinatura do presidente. Afinal, o Império dos Sentidos era uma monarquia republicana constitucionalista pero no mucho, onde o presidente mandava e quem tinha juízo obedecia. Ou vice-versa.

Bom carnaval e, para aqueles que viveram os carnavais das décadas de 70 e 80 em Florianópolis, boas lembranças.

A VERDADE SOBRE O IMPÉRIO DOS SENTIDOS

O Bloco Carnavalesco Império dos Sentidos Contra-Ataca foi fundado em 1981. Era época dos filmes O Império dos Sentidos e o Império Contra-ataca. Antecipando-nos à época das fusões e aquisições, afanamos os nomes e os fude.., fundimos num só.

J. Gordinho

J. Gordinho

Inicialmente, era um grupo de malucos do Curso de Jornalismo da UFSC e outros da Eletrosul. Deu-se aí a irresistivel ascensão de J.Gordinho e do Império que nunca deixariam de participar do Camaval de rua de Florianópolis, mesmo estando em outros lugares.

No mesmo ano, surgiu o Vai Ter que Dar, do Mário (que Mário???), que vem tentando nos fazer sombra sem o menor sucesso.

O Império patrocinou um dos mais loucos eventos da cidade: o concurso de fantasias na rua Conselheiro Mafra. A grande vencedora foi uma senhorita que se apresentou como Caralho de Óculos. Após evoluções dentro do salão, ela ejaculou sobre o júri, roubando o primeiro lugar já considerado certo da Rainha Diaba, do Frank.

Por falar em fantasias, temos que registrar as dezenas de criações do Marcolina, principalmente a Rainha das Saunas. Divina. Cierrem Las Fronteiras foi uma aparição do uruguaio Hector que, após uma lufada de vento sul, transformou-se numa bem comportada Nossa Senhora Aparecida.

Por ai afora, só glórias. Até o fato, num desses anos, de o bloco desfilar com um elemento só, o monobloco Vituri.

Nosso estandarte foi tão usado e disputado que seus pedaços estão guardados com centenas de foliões como religiosa relíquia.

O presidente J. Gordinho brilhou também no carnaval francês. Foi entrevistado pelo jornal Liberation, no Cirque D’Hiver. “Je sui le presidant de L’Ampir de le Sens…”, afirmou sem perder a pose na sua fantasia de Tina Turner.

Esta é a síntese da gloriosa história oficial. Trata-se da versão dos vitoriosos. Quem não gostar, que volte ao Roma e comece tudo outra vez.

HOMENAGENS DOS 20 ANOS

Homenagem especial: Mosquito.
Homenagem histórica: Mário Teixeira.
Homenagem póstuma: Roma.
Homenagem muito viva: Edgar Vasquez, de quem roubamos as ilustrações
Homenagem pelo conjunto da obra: Marcolino

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