No começo do mês uma leitora me falou sobre o tal “Espaço Jurerê”, local de eventos patrocinado pelo governo do estado e que estava despertando a curiosidade dos vizinhos. Parecia suntuoso, tinha pouca divulgação e muitas bandeirinhas do estado.
O “dono” é um tal de Icades (Instituto Catarinense de Desenvolvimento). Na época tentei descobrir quem estava por trás dessa ONG (denominação completamente inadequada, porque uma entidade que vive de verbas públicas nada tem de “não governamental” ). Mas esbarrei no prosaico fato que a Secretaria do Knaesel, a de Turismo, Esporte e Cultura dá férias em janeiro à sua assessora de imprensa. E, fora ela, ninguém mais se dispõe a atender jornalistas. Um sujeito lá chegou a sugerir que eu protocolasse uma consulta por escrito.
Só publiquei, na coluna do DIARINHO do dia 10 de janeiro, a seguinte notinha:
“Os frequentadores de Jurerê assistem, intrigados, a mais uma demonstração governamental de que o dinheiro sobra e que é distribuído generosamente.
Um certo Icades (Instituto Catarinense de Desenvolvimento Social) recebeu uma boa grana do governo (via secretaria do Knaesel) e da prefeitura, para criar o “Espaço Jurerê”, uma estrutura suntuosa, montada num terreno baldio à beira mar, para “eventos culturais, esportivos, mostras, shows” e outras amenidades.
Ora, numa das praias mais badaladas do Sul do Brasil, frequentada por muita gente, onde circula muita grana, o governo não precisaria investir nosso sagrado e suado dinheirinho para incrementar nada. Ali, a iniciativa privada fatura horrores e o que não faltam são atrações de todo tipo. O dinheiro público da cultura deveria ser dirigido a áreas realmente necessitadas, onde incentivar, ajudar e fomentar fizesse algum sentido.“
Daí o tempo passou, entrei eu mesmo em ritmo de verão e esqueci do caso. Mas colunista que tem bons leitores não morre pagão. Hoje cai na minha caixa postal uma carta indignada de um leitor, sobre este assunto, com boa parte do serviço feito:
1. O Icades recebeu do governo, pra fazer a festa, R$ 1,2 milhão (segundo o DOE). Dinheiro público desperdiçado num troço que não fez a menor diferença. Afinal, incentivo à cultura só tem sentido onde a iniciativa privada não esteja atuando, em regiões esquecidas ou carentes. E no verão, se tem um lugar onde não faltam atrações e dinheiro, é em Jurerê Internacional.
2. A constituição do Icades é um mistério. O único nome que aparece é o do Rogério Zanetti. Mas nem eu nem o leitor conseguimos saber quem é, o que faz e por que merece do governo tamanha confiança, a ponto de receber tanta grana pra fazer tão pouco.
3. Faz tempo que nada acontece no tal “Espaço Jurerê” e aí o leitor, indignado, foi lá tentar descobrir o que se passa e tentar falar com esse Zanetti: “nada consegui, o local está abandonado e tem apenas um segurança, que não soube me informar de nada”.
4. O leitor sintetizou, ao final da cartinha, seu sentimento: “é preciso agir contra esses ratos do dinheiro público, sou uma pessoa honesta trabalho o ano todo para dar conforto, alimentação e um pouco de diversão e lazer a minha família, mas me revolto quando vejo que os impostos que pago são jogados no bolso de pessoas e ONGs que enriquecem com essa facilidade”.
Taí. O governo até pode achar que a turma não está nem aí para o que fazem ou deixam de fazer com o dinheiro dos impostos, mas tem muita gente ligada. E nem venham com aquela história que dinheiro do Fundesporte, Funturismo e Funcultura não é nosso dinheiro, porque a gente não nasceu ontem (e quem nasceu ontem e não entendeu, só pergunta aí nos comentários que os leitores e eu explicaremos).
ATUALIZAÇÃO DA TARDE
Já se sabe mais alguma coisinha sobre o Icades: foi a mesma (empresa? associação? coisa?) que promoveu o Circuito Catarinense de Orquestras e aquela “Apoteose” de orquestras no Parque de Coqueiros. Também com grana de outro dos fundos administrados pelo Knaesel. E o Zanetti é de Laguna. Lá, dirige a Três Produtora, que entre outros eventos produz o Laguna Rodeio Show, desde 2007. O evento gauchesco tem, naturalmente, como um dos patrocinadores, o governo do estado, por intermédio do onipresente Funturismo.
…até quando continuará esta “Zorra Total”???? Na minha época de secundarista (77), havia uma pichação na escola que dizia: “Onde não há sangue, há muita merda!!” Até quando…????
Uma pergunta: pra que serve o Ministério Público? Será que algum procurador, muito bem remunerado pelo dinheiro do POVO, vai se dignar a investigar o que acontece com o dinheiro destes fundos? Ou será que Ministério Público e a Justiça também tem alguma coisa a ver com tudo isso?
Essa SC Pro foi a responsável por um torneio de dominó que teve como prêmio um carro zero quilômetro – o 1 Campeonato Catarinense de Dominó. Eles também organizaram o primeiro festival Canto NAtivo, seja lá o que for isso.
Não procurei, mas é provável que tudo com apoio público
O “Espaço Jurerê” é suntuoso….Mas realmente está vazio..nada acontece..duvido que gastaram mais cem mil reais lá…E só prá acrescentar: também tremulam, altas e felizes, bandeiras da Prefeitura Municipal de Florianópolis….
O tal de ICADES fica no Campeche e o seu presidente é Jorge Luis Moreira dos Santos. Mas existe um tal de ICADS (só muda a sigla, o nome é exatamente o mesmo), sediado no centro da cidade, presidido por Arthur Borges Filho. Muiso estranho …
Menos ZAINER, menos colorado ensandecido. A pouca vergonha é o que sobrou de dignidade.
Tom…tom…tom…tom…tom…tom…
Cesar,
É por essas e outras que estou defendendo a anarquia. O poder público tem sido ao longo do tempo isso que aí está descrito. Pior é o Legislativo e o Controller (TC) que não fazem rigorosamente nada.
Imagina se tivesse a Alcaida aqui.
Iriam ter muito serviço, além da falta funcionarios.
Mais R$ 160.000,00 (realizaçao de evento esportivo) R$ 94.915,00 (joguinhos abertos)
Notícia do Instituto Virtual do Turismo:
Funturismo e Setur apoiam atrações na praia de Jurerê em Florianópolis – 06/01/2009
Nesta quarta-feira (07/01), acontece a abertura oficial do “Espaço Jurerê”, com Show da Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (OSSCA) e participação da Banda Dazaranha. O evento tem entrada franca com início às 20h, na estrutura montada ao lado do Hotel Beach Village.
O “Espaço Jurerê irá funcionar durante todo o verão com eventos culturais, esportivos, mostras, espaço louge e muito mais. No final de semana, dia 10, acontece o Floripa FMX de Freestyle com apresentações de alguns pilotos do Brasil, inclusive o recém consagrado bicampeão Brasileiro de Freestyle, Marcelo Simões. “Todos os finais de semana teremos grandes eventos, inclusive amistoso de Beach Soccer entre Brasil e EUA, volei 4 X 4 também entre Brasil e EUA, Amigos do Falcão contra Amigos do Bebeto em grama sintética e muito mais”, garante o diretor geral do “Espaço Jurerê”, Rogério Zanetti.
A realização do “Espaço Jurerê” é do Instituto Catarinense de Desenvolvimento Social (ICADES), com o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte com o Fundo de Incentivo ao Turismo (Funturismo) e Prefeitura Municipal de Florianópolis.
Observaram as datas? Gravaram? Somente dias 7 e 10 do já finado janeiro. E mais nada. Nadinha….Grama sintética? É mentira.. não tem…. Amigos do Falcão? kkkkkk
Rogério Zanetti, para quem não conhece, poderá ver a foto dele na coluna”gente”, assinada pir Luiza Guttierrez, no Jornal Notícias do Dia que foi poblicado dia 21/11/2008. E pasmem a foto ocupa quase meia página do jornal.
“O badalado casamento de Marúcia Antomow, gerente da fundação Catarinense de Esportes (FESPORTE), com o empresario Rogério Zanetti, na “Mansão Styllus”. Os trajes dos noivos foram assinados pela estilista Nilma Vieira eo carimonial foi de Fernando Ramos.”
Agora, digam: “sobre porque o governo apóia ele? A mulher é uma das importantes do governo também!
Falaram dos bens do casal, porem esqueceram da MANSÂO de MEIO MILHÂO RECEM COMPRADA NA TRINDADE!!!!!!
tAI O DINHEIRO DO ESPAÇO JURÊRE!!!!!!!