Quando era pequeno e bricava de carrinho na areia da praia fazia estradinhas, muros, cidades e tratava tudo aquilo como se fosse o meu mundo. Ali eu podia tudo. Se não gostava de uma estrada, mudava de lugar. Se de repente um castelo mal feito não ficou do meu gosto, pisava em cima e o transformava num campo de futebol. E os carrinhos, ora eram de corrida, ora tratores que escavavam a areia, ora voavam. Às vezes até viravam foguetes e eram arremessados em direção ao mar. Naquele mundinho e enquanto a mãe não chamasse pra almoçar, podia tudo. E, como despótico senhor do destino, eu tudo podia. Claro que na época não tinha consciência disso, era só brincadeira de guri em férias na praia.
Não sei por que, essa história veio-me ao teclado, quando estava pensando nas coisas que temos visto serem feitas por governantes de vários níveis. Parecem donos do mundo, que não devem observar qualquer norma, regulamento ou lei. E se a lei os contraria, pior para a lei: será mudada, tapeada, enrolada ou apenas ignorada.
Aí, quando alguém resolve ir aos tribunais para que a lei seja cumprida, passa a ser tratado como um idiota ignorante, que não sabe que isso não se faz neste mundo onde tudo pode. Se é opositor político (e em geral o é), tentam desqualificar com a surrada ladainha de “isso de querer virar o jogo no tapetão é golpe” ou coisa parecida. Como se a pior coisa que alguém pudesse fazer contra os planos do “grupo” fosse exigir o cumprimento da lei.
Essa pantomima protagonizada pela Câmara de Vereadores sob a inspiração do prefeito e do governador é a demonstração prática do que acabei de escrever. E, espero que os fatos me desmintam, mas ao que tudo indica a coisa não terminou: algo está sendo tramado para tentar “dar um nó” na decisão do TJ. Porque decisão favorável, como a da juiza Maldaner, cumpre-se entusiasticamente; mas decisão contrária, como a do juiz Cavinski, tenta-se fraudar.
E, caso as manobras por debaixo dos panos não dêem em nada, ainda terão o caminho largo e asfaltado dos recursos ilimitados previstos na nossa generosa legislação. Que são legítimos, mas não menos frustrantes para o eleitor/contribuinte.
cesar e floripa parece bem assim,sabe essa história dos turistas argentinos q não respeitam o ttrânsito por aqui,pois é li num blog q o comentarista falou q em menos de duzentos metros viu três batidas de carro envolvendo argentinos.
Isso é falta de educação,de leis que visem a moralização.Se tivessemos leis(principalmente a de trânsito) q não permitisse essas coisas acontecerem teriamos um turismo mais educado e tranquilo.Ontem vi no jornal da tv q vários argentinos ao voltarem p/ casa ficaram “engalhados” na PRF pq tinhão multas no Brasil e não podião irem embora sem pagar as multas,eles estavão muito bravos.Eles tiverão q dormir nos carros pq os bancos já estavão fechados.É isso q precisa acontecer,barrar os turistas q cometem infração aqui,daí pelo menos pd ser q a coisa moralize mais.
abraços
Bia