// home

Recado do editor

Valeu!

Depois de todos aqueles comentários gentis, generosos e emocionantes, não podia deixar de dar uma passadinha para, pelo menos, agradecer. Vocês são ótimos e tanta atenção e carinho fizeram-me muito bem. Muito obrigado. Assim que conseguir rearrumar minha vidinha privada e conseguir alguma estabilidade (ainda que, como tudo na vida, com certo nível de precariedade), estudarei alguma forma de compartilhar novamente com vocês o que se passa por esta atribulada cabeça branca. Enquanto isso, alguns projetos que jaziam nas gavetas esperando um tempinho livre, estão sendo tocados, com boas chances de serem concluídos logo.

Abraço grande e até breve.

Bilhetinho do Medaglia

Tô indo embora

É só a primeira parte dos meus guardados

É só a primeira parte dos meus guardados

Deixei passar uns dias na esperança que meu amigo César mudasse de idéia e que ao final escrevesse que tudo não passou de uma brincadeirinha. Nada feito, o homem tá mesmo decidido. Então lá vou eu, de mala e cuia, de volta para o o antigo endereço, já que meu hospedeiro atual acaba de me mandar escrever em outra freguesia. Se alguém tiver curiosidade pode me achar no www.mariomedaglia.blogspot.com, no  blog BATENDO FORTE. Espero os amigos, inimigos e os mais ou menos.

Recado do editor

E agora?

Fotos: Pedro Valente

O autor da coluna (e do blog), esfriando a cabeça. Fotos: Pedro Valente

O final da coluna no Diarinho não foi exatamente uma surpresa, nem se pode dizer, a rigor, que tenha sido uma decisão unilateral. Havia, pelo menos da minha parte, a sensação que era tempo (ou já estava passando da hora) de inventar uma moda nova. O desafio inicial, de criar uma coluna “diferente”, tinha sido superado. E a coluna “De Olho na Capital” estava perdendo seu humor, revelando um certo cansaço da fórmula.

Talvez nem todos saibam que, antes da “De Olho na Capital”, nunca tinha feito coluna. Essa experiência se dilui nas muitas atividades e aventuras que vivi ao longo dos cerca de 38 anos de jornalismo profissional. E até acho que faço outras coisas melhor do que fiz a coluna de política estadual. Mas foi certamente uma das coisas mais divertidas e prazerosas que já fiz por dinheiro.

Enquanto estava passando o período de Natal com meus filhos, as noras, Lúcia e até minha sogra, numa ilha na baía de Paraty (RJ), descobri que não fiquei triste nem chateado com a decisão que acabou sendo tomada. Importante ressaltar que o rompimento com o Diarinho não teve nada a ver com a coluna ou com qualquer questão editorial. Foi motivado por uma divergência administrativa, entre cliente e prestador de serviços, num outro projeto, que acabou resultando no encerramento do contrato da coluna, como uma espécie de “efeito colateral”.

Bom, o fato é que agora, com um ano inteiramente novo prestes a começar e liberado desse compromisso diário, as possibilidades que se abrem são muitas (otimista como sou, ia escrever “inúmeras”, mas acho melhor me conter, por enquanto). Tanto aqui como nas outras cidades onde tenho prestado serviços eventuais e recusado tarefas mais pesadas, por estar preso ao compromisso com o Diarinho. Ou até mesmo, quem sabe, realizar um antigo sonho: já ouviram falar em “ano sabático”?

Ah, claro, se voltar a fazer algum blog ou coisa parecida online, pedirei aos colegas e amigos de sempre que avisem vocês sobre o novo endereço, para que possam, eventualmente, honrar-me novamente com a visita.

Nesses quatro anos, quatro meses e quatro dias (nem sei se é exatamente isso, mas me pareceu um encadeamento numérico bonitinho), tive a alegria de poder contar com um número sempre crescente de visitas neste blog. Na semana de encerramento, o contador de acessos mostrava que a cada dia útil o blog recebia cerca de mil visitantes únicos (e cerca de duas mil page views). O que não é pouca coisa. Ainda mais se levarmos em conta a qualificação dos leitores e leitoras.

Os comentaristas, não tão numerosos quanto os leitores silenciosos, ajudaram a dar um brilho especial ao blog. Foram vítimas, em muitos casos, do meu excesso de zelo (que quase beira a paranóia) e bloqueados sem dó nem piedade. Mas tenho a impressão que, no geral, tivemos um bom relacionamento. E sou muito grato pela colaboração.

Tenho consciência que a coluna e o blog ocupavam um espaço de crítica ao poder e aos políticos, que talvez pareça importante manter. Mas há na praça bons jornalistas, bons observadores da cena política, que provavelmente oferecerão opções interessantes. E, como em tudo, é preciso renovar para não mofar. Tenho certeza (e esperança) que logo logo vocês terão apenas uma vaga lembrança do “De Olho” e discutirão os desmandos e desvarios das “autoridades” em outros espaços, talvez melhor elaborados e conduzidos com maior competência.

Abraço grande, muito obrigado e um feliz ano novo pra todos nós.

Té mais. Obrigado por tudo.

Té mais. Obrigado por tudo.

EM TEMPO

E como ficam os amigos que convidei para colaborar aqui, o Mário Medaglia e o Emanuel Medeiros Vieira? Ora, tenho certeza que o Emanuel terá, em diversos blogs, acolhida calorosa. Não lhe faltarão portas e janelas por onde demonstrar sua saudável indignação. O Mário certamente aparecerá por aqui (ele está passando uns dias com seus parentes, nesse estado mais ao Sul de SC, hehehe) dando as orientações para seus fãs.

EXTRA! EXTRA!

Comunicado à praça

Prontos pra outra(s)

Estamos prontos pra outra(s)

Caríssimos leitores e leitoras

No último dia 18 de dezembro a Multitarefa Serviços Ltda (que empresaria o jornalista Cesar Valente) e a Editora Balneense Ltda (que edita o jornal Diarinho, de Itajaí), encerraram o contrato de prestação de serviços que mantinham desde o dia 13 de agosto de 2005. Entre os serviços interrompidos, está o fornecimento da coluna “De Olho na Capital”. Criada especialmente para atender a uma necessidade do jornal, foi publicada pela última vez na edição que circulou sábado, dia 19 de dezembro.

A coluna “De Olho na Capital” é, sem dúvida, um “case” jornalístico de sucesso. Formatada para o Diarinho, adaptada ao espírito editorial do jornal, conseguiu diferenciar-se das demais colunas de política estadual, obtendo grande repercussão. Tenho certeza que ela cumpriu sua função, ajudando o jornal a ser conhecido e reconhecido fora de seus nichos habituais, atraindo alguns novos leitores e a atenção de muitos formadores de opinião.

O blog “De Olho na Capital” (www.deolhonacapital.com.br), que era produzido e publicado em razão da existência da coluna no jornal impresso, como uma espécia de complemento, perde, portanto, seu sentido (e, naturalmente, a viabilidade econômica). E deixará de ser atualizado a partir de hoje (depois que o Cesar postar algumas considerações finais).

A Multitarefa Serviços continuará a oferecer… serviços. De jornalismo e comunicação, em especial nas áreas de consultoria editorial, design gráfico e projetos especiais, como vem fazendo desde a década de 80, quando iniciou sob a denominação de “C.V. Editora”.

Quero aproveitar para agradecer o apoio, a leitura, a recomendação e a consideração para com a coluna e seu autor, que sempre recebemos dos demais jornalistas, colunistas e blogueiros. E, naturalmente, agradecer à equipe do Diarinho e em especial à sua diretora, Samara Toth Vieira, responsável pela existência da coluna e fiadora, até o final, da absoluta liberdade que desfrutamos nesses quase quatro anos e meio de publicação.

Espero que tenha sido bom para vocês, assim como foi bom pra nós.

Atenciosamente

Lúcia Valente
Diretora Administrativa
Multitarefa Serviços Ltda.
multitarefa[@]terra.com.br

Cartinha do Emanuel

Bolchevismo sem utopia

“Sobre a Brevidade da Vida”, de Sêneca (1aC-65dC): era a respeito desse (precioso) livro que iria escrever.

Relia-o aqui no Planalto Central: pretendia meditar sobre as lições do estoicismo, pensar sobre a nossa finitude, refletir sobre a necessidade da filosofia no cotidiano, não como algo abstrato, mas como lição de  vida e necessário aprendizado existencial.

Sempre internalizando a percepção de que o homem é um ser para morte, mas que nesse breve trânsito pode construir uma obra, porque sendo o único animal que sabe que vai morrer, deixará algo que ultrapassará a poeira do tempo.

O ato da criação é aquele  através do qual o homem arranca algo à morte, “transformando em consciência uma experiência” (personagem Garcia, em “A Esperança”, de André Malraux).

Lenin

Lenin

Mas a percepção do nosso cotidiano falou mais forte: um horror feito de pasmo e resignação.

Lembrei-me de uma expressão: “Bolchevismo sem utopia”.

Quer dizer, os vitoriosos líderes da Revolução Russa tinham uma utopia.

No Brasil: a noção subleninista  do aparelhamento do Estado (lógico, muitos não se deram conta, pois tiveram má formação intelectual, leram pouco) está grudada no governo Lula e tomou conta do PT.

Eu sei, hoje o partido é apenas uma sublegenda ou apêndice subalterno do presidente.

No chamado pragmatismo dos dirigentes do PT, percebe-se essa fome insaciável por cargos e desejo compulsivo do aparelhamento total.

E uma visão paranóica: todos os que criticam são de “direita” ou fazem o seu jogo.

Alguns sim. Nem todos.

E calam-se vozes – através do dinheiro e de cargos públicos – que já foram da esperança e da inquietude (CUT, UNE, MST), através da pecúnia, de cargos, de prebendas e de  Ongs manipuladas e cheias de verbas.

Não adianta afirmar que nossa crítica é humanista: a paranóia facilitaria diz que é “conspiração tucana”, do PSDB, esquecendo-se até do passado honrado e de resistência dos seus críticos.

E carecem de visão internacionalista, ficam com uma percepção meramente paroquial. Falta uma visão de mundo, falta a noção de que o planeta precisa ser preservado.

Enfim, carecem de humanismo, de uma noção da “vida plena”, não calcada no consumismo ou em cargos.

O que vemos?

Uma política de terra arrasada, a ausência completa de princípios éticos, a devastadora “pedagogia” que é passada às novas gerações (“se eles roubam, também vou ser corrupto”).

Não agüento mais a lembrança dos governos passados do PSDB.

Insisto à redundância: a velhacaria dos outros não pode ser a medida dos nossos valores.

* * *

Em 64 anos de vida, poucas vezes vi um quadro tão carente de perspectivas (sim, pelo menos não nos prendem, torturam ou nos mandam para o exílio….)

O PSOL é apenas um grupelho, muitas vezes delirante, e contaminado por infantilismo ideológico.

A aliança PSDB-DEM não é sinal de dias melhores.

Não alegra o coração saber que a candidata Marina Silva é da Assembléia de Deus.

(As escolas vão adotar o criacionismo, negar Darwin, e as mulheres não poderão mais se pintar ou cortar o cabelo?)

E, então? Não sei. Realmente não sei.

Mas lembro-me de Eduardo Galeano:  “Ela está no horizonte… Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Por mais que caminhe, jamais a alcançarei. Para que serve a utopia?

Serve para isso. Serve para caminhar.”

* * *

ANO NOVO

Um excelente 2010 para todos os leitores.

Um abraço sinceramente afetuoso no César Valente (que abriu este precioso espaço para um velho amigo e conterrâneo), e para o Mário Medaglia,  que tão bem  substituiu o editor, em suas merecidas férias..

Queria comunicar que, no próximo ano, escreverei uma coluna por mês.

Voltarei em fevereiro.

Dentro dos meus projetos, está o preparo dos originais de dois livros novos, o que consumirá muito tempo.

Como os leitores e os editores do blog, sou inteiro naquilo que faço.

Grato pela atenção, pela ajuda tão proveitosa fornecida pelos comentários,  incluindo (é claro) os que discordaram das minhas posições. Até.

(EMANUEL MEDEIROS VIEIRA)

Bloguices

Tuitadas do dia

  • Alegrias de verão: RT @pedrovalente: iPhone caiu de cara no chão e rachou o vidro. Agora é ir pra praia e entrar com ele na água :P #

Powered by Twitter Tools

Recado do editor

Feliz Natal!

Tenho andado muito ocupado, pensando na vida...

Tenho andado muito ocupado, pensando na vida...

Definitivamente, não posso me queixar da vida que conquistei e que, pelas graças dos deuses e das deusas, tem-me sido permitido viver. Talvez devesse estar trabalhando (afinal, tirei férias em novembro), mas, francamente, não acho que faça alguma diferença. No entanto, ficar num lugar bonito, pensando na vida e no que fazer no novo ano, faz toda a diferença.

Espero que compreendam e que aproveitem bem essas semanas propícias ao enforcamento, para viver a vida da melhor forma possível. Ho ho ho!

Generalidades

Também vou

O César foi ali e já volta. Também vou, pra outro lado, mas vou. Estou me preparando para encarar a 101 Sul bem cedo nesta quarta-feira. Lembram da 101? É aquela BR que mata centenas todos os anos, a estrada por onde passa grande parte da economia deste país. A mesma que o Fernando Henrique não deu jeito em dois mandatos, embora tenha prometido entregá-la duplicada nem que fosse no último dia do seu governo. Entregou? Claro que não. O Lula veio com a mesma conversa, mais mentiras, e o mesmo resultado, só uns quilômetros adiante.

Alcantaro, o homem que botou os pingos nos ís

Alcantaro, o homem que botou os pingos nos ís

Descobrimos, com todos os efes e erres, que a duplicação total só em 2014. E olhe lá. Ainda assim ficamos sabendo graças à iniciativa da FIESC, cujo presidente, Alcântaro Machado, deu voz e imagens ao que desconfiávamos, ou tínhamos quase certeza. Enquanto a mídia transmite a informação oficial e dela não arreda pé, Alcantaro chamou de mentirosos os responsáveis pelo DNIT e por essa obra grandiosa, mostrando os cinco gargalos – eram três – que emperram e vão emperrar a entrega da 101 em condições de tráfego sem que a morte nos ameace em toda a cada metro.

Alcantaro prometeu ir ao Ministro os Transportes, Alfredo Nascimento. Ou ele não sabe de nada porque está sendo enganado por subalternos ou sabe e se faz de bobo pra não se incomodar. O que é mais provável. Este senhor já andou muito por aqui, conhece a 101 Sul de cabo a rabo. É perda de tempo para um homem ocupado como o presidente da FIESC. Em todo o caso, vá. Estamos curiosos para saber que tipo de mentiras vamos ouvir desta vez.

Fui.

Recado do editor

Fui ali e já volto

Foto tirada enquanto fui buscar mais cerveja...

Não apareço na foto porque tinha ido buscar mais cerveja...

Que bom que alguns de vocês notaram minha ausência. Na verdade eu nem deveria dizer isso em público, mas estou, literalmente, ilhado. Fui encontrar com meus dois filhos e suas respectivas (uma das quais me transformará em avô em fevereiro), numa ilha que não a ilha de Santa Catarina, para passar o Natal.

E aí, conversa vai, conversa vem, comecou a dar uma preguiça…

Imagino que vocês também estejam se preparando para o Natal, ocupadissimos com suas próprias famílias e não vão achar ruim se eu voltar a falar sério apenas lá pelo dia 27 (depois não só de bancar o Papai Noel, como também de assistir o Avatar no Imax. Legendado).

Então tá. Nos falamos daqui a alguns dias. Com grandes novidades.

Ho ho ho, boas festas!

Cartinha do Emanuel

Panetone/Pizza

O novo ícone da corrupção

O novo ícone da corrupção

DESABAFO

“Enquanto não correr sangue esta merda não muda. Temos que criar um grupo de brasileiros patriotas armados e começar a executar esses bandidos, como na China, tiro na nuca, em praça pública, bala cobrada da família. Uma corrupção nesse nível impede a construção de hospitais, escola, casas populares e etc. Esse país ainda vai ser uma nação.”

(De uma mensagem a recebida de Eduardo Barcelos, advogado e ambientalista em Cataguases, Minas Gerais, motivada pelo meu último texto a respeito da podridão e da desenfreada corrupção nos poderes de Brasília, de José Roberto Arruda e sua gangue na Câmara Legislativa, que contaminou todos os poderes.)

SUBESTIMAR A NOSSA INTELIGÊNCIA

Há setores do PT afirmando que o partido não teve mensalão. Foi caixa dois…

mensalão é só o dos outros.

Como podem intelectuais, alguns escritores ditos humanistas, defenderem essa posição? “Babam” no Lula como ele fosse um pensador. Ou que tivesse algum escrúpulo (um homem que beijou a mão de Jader Barbalho, defendeu os madeireiros que acabam com a Amazônia, e não quis receber a Comissão de Desaparecidos Políticos, entre outras ignomínias) merece a nossa estima e o nosso respeito?

Ninguém mais lembra de quanto custou o apoio do (extinto) PL – agora o partido dos “bispos” (o PR), o apoio a Lula quando ele se elegeu a primeira vez? Foi R$6 milhões. Lula testemunhou o “acordo” num apartamento da Asa Sul, em Brasília.

São essas pessoas que defendem uma aliança com o PMDB, organicamente fisiológica.

O que se pode esperar do PMDB, nacional e regionalmente?

Porque há ditos formadores de opinião, professores, pessoas “informadas” que só sabem elogiar um presidente que odeia a leitura, despreza os intelectuais e debocha dos socialistas? É vocação masoquista?

Essa gente deve padecer da chamada “Síndrome de Estocolmo”, quando, por exemplo, o sequestrado se apaixona pelo sequestrador.

Como é difícil entender a nossa perseverante impunidade, é penoso tentar compreender esse mosoquismo intelectual, essa volúpia pelo sofrimento.

Pensem! Só peço isso! Leiam, por favor, leiam!

E ficam bravos com a gente, enviam mensagens grosseiras e anônimas. Aqui em Brasília, prepondera a hostilidade surda ou a cara feia.

Quando encontro essas pessoas, olho esses poltrões no olhos, não aguentam, baixam os olhos, e eu sigo o meu caminho. Não me preocupa a hostilidade. Mas é duro perceber que pessoas que disseram que combateram ditadura estão se vendendo numa espécie de mercado, por cargos, prebendas , benesses e “bocas”.

Deixo claro que tenho o mais fundo desprezo por tais tipos humanos. Humanos?

Já escrevi nesse espaço: morrerão sem a solidariedade de si mesmas.

O apoio ou a estima dessas pessoas em relação ao que escrevo, seria uma lástima para a minha biografia e para a minha honra pessoal.

Elas mandaram todo o escrúpulo às favas.

“Talvez nem seja o caso de perder tempo com esses panetones retóricos. que nada devem à fabula de Arruda.. A diferença é que a farsa do PT vem recheada com as frutas cristalizadas do stalinismo. Mais relevante é saber porque a esquerda – e qual esquerda – precisa desses ‘bolchebusiness” para ser feliz.”

(Fernando de Barros e Silva).

LEMBRANDO

Quando vejo a falta de escrúpulo de deputados distritais e de outras máfias envolvidas com o Arruda em suas falcatruas, lembro-me do que disse Giordano Bruno (1548-1600), antes de ser morto pela Inquisição.

“Que ilusão a minha querer mudar o poder dentro do poder!”.

Nada mais disse porque foi queimado.

(O verbo queimar está sendo usado aqui no sentido literal.)

Não confundam, por favor, a Brasília oficial com a Brasília real.

Essa ignorância ou velhacaria mental tem ocorrido muito!

É ignorância ou má-fé.

Há atos diários (houve uma carreata com quase 500 veículos) contra o Arruda, pedindo o seu afastamento e o de Paulo Octávio (o vice-governador) nos mais diversos locais, como em feiras, nos shoppings, no presépio natalino colocado na Esplanada dos Ministérios, e também apitaços, buzinaços e comícios em frente à casa dos deputados gatunos, que colocaram dinheiro nas meias, na bolsa e fizeram a oração da propina.

O MEGALOMANÍACO

“Copenhague só vai ser o que vai ser porque o nosso querido país teve a coragem de, há um mês, apresentar as metas que apresentamos”.

(Palavras de Lula, num comício em Recife).

Victor Jara

Victor Jara

VICTOR JARA

Em 4 de dezembro fez 36 anos do assassinato de Victor Jara, pela ditadura chilena de Pinochet e de outros carrascos. O crime foi cometido nos dias que se seguiram ao golpe contra Allende, em setembro de 1973.

Quem se lembra, fora do Chile, deste grande artista e ser humano? Muitos até conhecem o sabonete ou o perfume que Maddona usa ou sabem se a Xuxa anda namorando ou não, mas nada ouviram falar sobre Jara. É uma pena.

No dia 4 de dezembro de 2009, 12 mil pessoas ”enterraram” Victor Jará novamente. A viúva do cantor, diretor e versátil artista, em setembro de 1973, lhe deu sepultura semi-clandestina no Cemitério Geral, acompanhada de 2 pessoas.

Jara foi um dos mais populares personagens do meio artístico chileno no início da década de 70, e também uma das 3 mil vítimas da ditadura de Pinochet.

Mais tarde, o Estádio Chile, onde tantos foram assassinados, seria renomeado Estádio Victor Jara.

Ao finalizar a cerimônia, a viúva, a britânica Joan Turner, e as filhas Manuela e Amanda, decidiram oferecer um funeral e uma vigília de dois dias, como merecia o autor de “Te Recordo”, “Amanda”, “O Cigarrinho” e “Manifesto”, que são canções antológicas.

Um diretor de um centro cultural que viajou 500 km para assistir ao funeral disse: “Nos devíamos este ato ao Victor. Tínhamos o dever moral de fazê-lo. Creio que ele está por aqui, conosco. Victor Jara continua a viver a lutar conosco por um mundo melhor.”

PÉROLAS DO ENEM 2009:

“Precisamos de oxigênio para a nossa vida eterna.”

Amém!

POEMA

“Faz de conta
que você tem
dinheiro suficiente
ou a miséria absoluta
para ouvir essa chuva
alegrando as árvores
e dando, de certo modo,
alguma dignidade ao crepúsculo;
faz de conta que está chovendo apenas para você.”

(Alberto da Cunha Melo).

NATAL

Um iluminado e energizado natal para todos os leitores. Com a esperança de que em 2010, pelo menos, os ladrões do dinheiro público, os corruptos da turma do Arruda e os “gestores” de certas árvores de natal da amada cidade em que nasci, sejam punidos.

(Estou pedindo muito? Eu sei: estou…)

(EMANUEL MEDEIROS VIEIRA)

Caraminholas

Fica Zunino, fora Prisco, fora Bopré

Há dois anos, se tanto, seria impensável ouvir de torcedores de Avaí e Figueirense o apelo contido no título aí em cima. Testemunhei na Ressacada e Orlando Scarpelli manifestações opostas a essas, de avaianos descontentes com a administração de João Nilson Zunino, e de alvinegros (ou tricolores? – ultimamente sempre me bate essa dúvida) no paraíso com a parceria da Figueirense Participações. Foram sete anos de série A no Campeonato Brasileiro, hegemonia estadual e enriquecimento patrimonial, enquanto o grande rival se debatia no fundo do poço.

A partir do final de 2008 mudou tudo. O que estava errado virou sinônimo de perfeição, o que dava certo se transformou em fracasso total. João Nilson Zunino acaba de ser reeleito para mais um mandato, vai bater recorde na presidência do Avaí. Paulo Prisco Paraíso, o gênio do futebol catarinense, hoje não seria convidado nem para porteiro do Scarpelli, e Norton Bopré, o presidente dos anos dourados, estaria no olho da rua pela vontade da torcida.

O passionalismo no futebol embota o raciocínio e embaça a visão de quem precisa enxergar longe e trabalhar com planejamento. Zunino agora é o gênio, Prisco e Bopré os incompetentes e sob suspeita. Principalmente Paulo Prisco, o homem que lidou com milhões junto com seus sócios nesses anos de sucesso. As suspeições de hoje vão desde a origem do dinheiro até sua aplicação. A mídia convencional na época sempre teve medo de tocar no assunto, pisava em ovos e falava dos recursos que possibilitaram o reerguimento do Figueirense como se o volume de dinheiro de repente disponibilizado tivesse vindo do Além, trazido por seres de outro planeta.

Passou, agora é tranca de ferro em porta arrombada. Mas, é assim mesmo no futebol. O próprio Prisco encaminhou a definição nestes primeiros confrontos e veladas trocas de acusações entre conselheiros e a Figueirense do Prisco & associados. Quando havia resultado estava tudo na santa paz e os dirigentes honestíssimos mereciam o prêmio Nobel em economia, finanças, gerenciamento esportivo e probidade administrativa.

Do outro lado o inverso. Os recursos do Avaí (ou do Zunino) sumiam ano a ano em um saco sem fundo, gerindo um clube desorganizado e um time derrotado a cada competição. Era um período de dívidas e maledicências.

Como se deu o milagre da multiplicação de recursos e resultados positivos de um, e a rotina de fracassos e operações mal sucedidas do outro? Não houve varinha mágica no Avaí, nem malversação de dinheiro do outro. Zunino não é gênio, nem Prisco e Bopré são os Irmãos Metralha.  Os avaianos ganharam parceiros que já haviam obtido sucesso com o Paraná, e no Figueirense o dinheiro mais curto e mau gerenciamento do futebol interromperam o roteiro até aqui bem sucedido.

O resto é fantasia e movimento de arquibancada, de conselheiro que age como torcedor. No Avaí, seriam lembranças do tempo em que João Salum carregava dinheiro para pagar jogadores em sacos de papel. No Figueirense são os frequentadores do “Recanto do Corneta”, saudosos do tacão da bota. E dos tempos do “tapetão” todo o fim de campeonato, quando se mudava uma súmula e o resultado de um jogo nas “casas de tolerância”, na popularmente chamada “zona”.

Generalidades

Cadê a árvore?

Vaca atoladaA árvore de R$ 3,7 milhões desapareceu misteriosamente na noite de sexta-feira.  Florianópolis, pelo menos por uma noite, perdeu seu bem mais precioso dos últimos tempos. E ninguém sabe explicar o que aconteceu para a escuridão repentina. O Prefeito virou Conceição, ninguém sabe, ninguém viu, sumiu. O secretário Cavalazzi e o vice-prefeito não sabiam de nada e a Celesc desconhece qualquer tipo de problema na rede elétrica da Beira-Mar. Tanto dinheiro e descaso total. Depois esse povo vem prá mídia com aquela cara de vaca atolada jurar inocência e se fazer de vítima da “oposição”.

Bloguices

Tuitadas do dia

  • RT @LePM_Editores: Quero muito ganhar um PEANUTS COMPLETO: 1950 A 1952 de presente de Natal da L&PM! Dê RT e participe! #
  • Olha só! RT @msoares: Quarta Conferência Internacional de Plágio. http://bit.ly/7gOIyY) Uma conferência igual a qualquer outra. #
  • RT @alecduarte: Fernando Sarney retira ação que impedia Estadão de noticiar a Operação Faktor #
  • RT @msoares: Mais uma blogueira adere à ideia de trocar material censurado. http://bit.ly/5wgJGM #

Powered by Twitter Tools

Leituras online

Pavan diz, é claro, que é inocente

O vice-governador Leonel Pavan deu entrevista à Associação dos Diários do Interior e à Acaert, que representam jornais e emissoras de rádio catarinenses. E manteve a linha de defesa que apresentou já na primeira entrevista, para o Diarinho, há alguns dias: não recebeu dinheiro, não mandou fazer nada pela empresa e o indiciamento tem componente político-eleitoral.

Para ler o que o Correio Lageano (filiado à ADI) publicou, clique aqui.

Caraminholas

O saco de bondades natalinas oficiais

Ando ocupado com outras tarefas e não tive tempo de fazer um levantamento decente (coisa que algum leitor ou blogueiro ainda pode fazer) das bondades feitas no apagar das luzes do período de trabalho da Assembléia Legislativa.

O pessoal do Tribunal de Contas ganhou presentinhos suculentos (inclusive, se não me engano, ressuscitando “conceitos” de agregação que estavam extintos desde a época do Kleinubing governador). O andar de cima dos barnabés da Alesc também parece que teve agradinhos financeiros. Sem falar nos subsídios do governador, vice e secretários, que são um mimo para aqueles que têm, como teto de seus vencimentos o valor pago ao governador ou aos secretários.

E vai por aí afora. Foi bastante coisa. Até no Tribunal de Justiça houve a liberação de uma graninha de precatórios que estava sendo aguardada há tempos (e que beneficia uns 900 servidores).

Tudo isso poderia, se eu estivesse exercendo o jornalismo, render uma boa reportagem. É preciso dar uma boa checada, claro. Quem sabe alguém se anima e vai atrás, hem?

Governo LHS

A escola francesa necessita atenção

Permitam-me os leitores habituais que eu me dirija, em particular, a quem, imagino, possa interessar os rolos da escola francesa.

Caríssimos governador LHS e vice-governador Pavan:

Sei que vocês se esforçaram bastante para trazer a filial da Escola Nacional de Administração, da França. E que pretendem que ela ajude a melhorar a qualificação dos servidores públicos à disposição do estado de Santa Catarina.

Gostaria de recomendar, como o crítico leal que sempre fui, que vocês tratem de encarregar alguém, de estrita confiança, que dê uma boa olhada no que está acontecendo na ENA-Brasil. E com urgência.

Tomei conhecimento, ontem, das reclamações de alunos quanto a várias inconsistências e indícios de irregularidades no processo seletivo. Se for verdade o que me foi relatado, a coisa tá um tanto quanto bagunçada.

Mas não precisam levar meus comentários a sério: peçam para que alguém idôneo e que não seja conhecido dos dirigentes da escola, dê uma conversada com os alunos e candidatos. Tanto com os satisfeitos, que foram aprovados, quanto com os insatisfeitos. Procurem ler os recursos apresentados (e também aqueles que foram recusados ou que sucumbiram numa das mudanças inesperadas de prazo). Vejam se não existem situações inaceitáveis para uma escola que deveria ser modelo.

Por exemplo: quem ficou inconformado com a nota recebida na prova dissertativa, foi proibido de ter acesso a ela, para poder formular um recurso ou entender a razão da nota. Parece que há mesmo uma advertência, no material da escola, informando que a decisão é irrecorrível, o que, em termos de administração pública, parece um excesso.

São vários pontos nebulosos, diversas queixas e várias dúvidas. Tenho certeza que qualquer investigador de boa fé conseguirá identificar essas questões e, quem sabe, sugerir um redicionamento dos procedimentos, para que os objetivos pretendidos sejam atingidos. Do jeito que está, não sei não, mas acho que se trata de uma bomba-relógio que, mais cedo ou mais tarde, acabará estourando no colo de um de vocês dois. E causando danos à imagem da administração de ambos.

Boa sorte e feliz Natal.

EM TEMPO

Para obter as informações oficiais sobre a escola ou sobre o processo seletivo, clique aqui (Portal do Servidor).

Caraminholas

A Fepese, a Alesc e o plágio

É muito engraçado ler que “a UFSC quer saber nome de professor suspeito de plagiar questões da prova”.

Ora, se a Fepese foi a encarregada de fazer, fornecer e administrar as provas do concurso da Alesc, a responsabilidade por qualquer coisa que tenha dado errado, é da Fepese. Portanto, a UFSC já sabe que uma das suas fundações de apoio aplicou, irresponsavelmente, uma prova onde havia questões plagiadas.

E a Alesc, tão ciosa a ponto de anular todas as provas, mesmo as que não tinham sido plagiadas (talvez para dar uma segunda chance a alguém que tenha ido mal), sabe que a responsabilidade é da Fepese. Mas, mesmo assim, continua abraçadinha com a Fundação, como se esta fosse vítima e não culpada.

A Fepese, num movimento rasteiro de tirar o seu da reta, pretende fazer-nos crer que toda a culpa é de quem elaborou a prova. Em primeiro lugar, essa pessoa foi escolhida (a dedo?) pela Fepese. Que deveria, me parece, ter submetido a prova a algum tipo de revisão antes de aplicá-la. Tem culpa o autor da prova (e das cópias)? Claro. Mas também tem boa parcela de culpa a Fepese.

Se a UFSC quer ou precisa tomar alguma providência, deve primeiro acionar a Fepese. Depois, no curso do processo, se tiver que expulsar ou punir professores da universidade (afinal, dirigentes da Fepese também são professores, pois não?), que o faça. Sem aceitar que dirigentes da Fundação façam o joguinho que têm feito: “ah, é um professor do departamento tal, mas não podemos dizer o nome”.

Estão brincando com a credibilidade e o bom nome não só da UFSC, mas também do Departamento de Jornalismo, responsável por um dos cursos mais respeitados e conhecidos do País. Com que objetivo? Proteger um plagiador ou apenas desviar a atenção de sua própria incompetência?

Bloguices

Tuitadas do dia

  • Os horários (no tuíter) não batem… RT @upiara: Pensei que ia tuitar RT @radaronline: …E Serra liga para Aécio http://bit.ly/4TtYT3 #
  • Que sorte, hem? Herneus de Nadal (ex-lider do governo) será o relator das contas de 2010 do Governo estadual no TCE. Tudo em casa. #
  • RT @ernesto_floripa, RT @observatorio: [PAPÉIS TROCADOS] Os juízes vão editar os jornais? http://bit.ly/88hz6X #
  • Mais ou menos: o Biehl tá resmungando mais… RT @upiara: Veja só, o Hugo Biehl é o Aécio Neves de Santa Catarina #
  • A árvore de Natal do Sambaqui vs árvore do Dário http://bit.ly/5snlsR #
  • RT @skarnio: http://twitpic.com/tvz16 – #mapa #confecom #
  • Dei uma remexida nas listinhas de seguidores e de seguidos do tuíter, que tavam meio abandonadas… #
  • RT @msoares: Acho que o Chuck Norris está levando muito a sério essa história de #chucknorrisfacts http://bit.ly/8JAQPD #

Powered by Twitter Tools

Governo LHS

Pediram pra sair…

O governo LHS manteve a tradição de jamais exonerar (despedir) gente da equipe que tenha sido apanhada com a boca na botija ou seja suspeita em algum inquérito ou denunciada em algum processo.

Teve até um que saiu algemado da Secretaria da Fazenda (o Aldo Hey Neto, lembram?) e mesmo esse, foi “exonerado a pedido”.

Ontem pediram pra sair o Pedro Mendes (que era diretor geral, uma espécie de sub-secretário da Fazenda) e o Anastácio Martins.

Os dois estão naquele mesmo rolo da operação Transparência que pegou o vice-governador Pavan. E o PMDB, que deve ter lá seus motivos, ainda fez o possível para que eles não saíssem.

EM TEMPO

Funcionários de carreira, quando se diz que “pediram pra sair”, é que entregaram o cargo comissionado. Mas continuam servidores públicos, provavelmente atuando nas mesmas áreas, só que sem a chefia e a gratificação.

OS “HONESTOS” TREMEM

Quando apresentou o caso do Pavan para a imprensa, o delegado da Polícia Federal disse que a empresa corruptora só não foi beneficiada porque a mutreta teria sido brecada por “funcionários honestos”.

Pois agora, a partir de janeiro, esses tais “honestos” terão, como governador, um suspeito de ter recebido grana pra fazer o que eles impediram.

Que situação, né não?

ATUALIZAÇÃO DA NOITE

Depois de publicar a nota acima, dei-me conta das semelhanças dela com uma nota publicada, ainda de manhã, pelo Sérgio da Costa Ramos (esta aqui). É provável que alguns de vocês não acreditem, mas foi coincidência (ainda que o plágio esteja mais ou menos na moda). E além disso, como costuma ocorrer sempre que tratamos de assuntos semelhantes, o texto do Sérgio está bem melhor que o meu.

Florianópolis

TRF breca esgoto da Casan no Rio Tavares

Deve ser publicada amanhã a decisão do TRF atendendo ao pedido da procuradora Giorgia Sena Martins (na verdade um “agravo de instrumento com pedido de efeito suspensivo”) e mandando parar, de novo, a obra com que a Casan pretende brindar parte da ilha de Santa Catarina com mais uma das suas.

A ICMBio tinha encontrado diversas irregularidades no Sistema de Esgotos Sanitários Campeche, que poderiam poluir ainda mais a Microbacia do Rio Tavares, com emerdamento (este neologismo criei em homenagem ao presidente Lula) até da Reserva Extrativista Marinha do Pirajubaé. E aí embargou a obra. A Casan esperneou, recorreu e agora a ICMBio conseguiu o efeito suspensivo do recurso.

Uma boa notícia. Vamos ver se dura até o Natal, pelo menos.

Bem-vindo ao De Olho na Capital

Posts recentes

Valeu!
6 de janeiro de 2010, 7:08
Por Cesar Valente
Tô indo embora
2 de janeiro de 2010, 18:28
Por Mário Medaglia
E agora?
27 de dezembro de 2009, 21:00
Por Cesar Valente
Comunicado à praça
27 de dezembro de 2009, 17:52
Por Cesar Valente
Bolchevismo sem utopia
27 de dezembro de 2009, 11:00
Por Emanuel Medeiros Vieira
Siga o @cvalente

Tuitadas...

  • Hum, bom motivo pra não ir... RT @ernesto_floripa, @RaDidzian: o + massa é cruzeiro no Brasil cara é 500x mais agitado do que na Europa... 5 days ago
  • #vidaprivada Glauco, fundador da igreja Céu de Maria, líder religioso... quem diria, hem? 1 week ago
  • RT @flyosity: Holy shit, Formspring founders arrested for data phishing, the entire site was made to steal your info: http://idek.net/1ACT 1 week ago
  • More updates...

Powered by Twitter Tools

Comentários

Arquivos